O queijo artesanal serrano recebeu a primeira colocação no 2º Concurso de Boas Práticas em Agricultura Familiar, realizado durante a Conferência da Agricultura Familiar, em Olmué, no Chile.

 O presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Luiz Hessmann, e a extensionista do órgão em Lages, Andréia Meira Schlickmann, representaram o Estado na solenidade de premiação, na última quinta-feira, dia 22.Inscrita na categoria “associativismo para crescer” com outras 22 concorrentes, a Epagri relatou a experiência na capacitação e organização dos produtores ligados à Associação de Queijo Artesanal Serrano da Serra Catarinense, que desencadeou o processo de obtenção de Indicação Geográfica (IG) para o produto.Ao todo, o concurso contou com 100 trabalhos candidatos, divididos em quatro categorias. Das experiências enviadas pelo Brasil, apenas três foram premiadas, todas de empresas públicas de extensão rural. Participaram da disputa países que compõem o Mercosul, como Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Equador.Tradição de 300 anos vira produto comercialA expectativa da Epagri é de que até o fim deste ano o queijo artesanal serrano já conte com sua IG, o que vai expandir a visibilidade e a comercialização do produto, além de garantir que sejam mantidas as práticas tradicionais de confecção.O queijo serrano faz parte da tradição, da alimentação e da renda das famílias da Serra Catarinense e dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul desde 1700. É um pedaço da história que reúne características únicas, como o saber-fazer que cruzou o Atlântico com os portugueses, o clima frio dos campos de araucárias e o leite das vacas de corte alimentadas com pastagem nativa.Fonte : Agência de Desenvolvimento Regional de LagesFOTO: AIRES MARIGA / EPAGRI